Inútil Paisagem

domingo, 24 de março de 2013

Inútil Paisagem




Inútil Paisagem

Tom Jobim, Aloysio de Oliveira


Nana Caymmi


Mas pra que?

Pra que tanto céu?

Pra que tanto mar? pra que?

De que serve esta onda que quebra?

E o vento da tarde? De que serve a tarde?

Inútil paisagem

Pode ser que não venhas mais;

Que não venhas nunca mais...

De que servem as flôres que nascem pelos caminhos?

Se meu caminho sozinho é nada...



imagem: Google.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Recado Poético Psicografado.


Recado Poético Psicografado

Recado poético de Teófilo Flores de Vargas, lá do céu, numa visita que fez a São Martinho homenageando a vitória do Ligth na expofeira e seu dono Luiz Felipe.


   



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Marcelo Canellas.


Minha homenagem a inteligência e sensibilidade de um dos maiores repórteres do Brasil...

(Para ler "clic" no texto)

sábado, 27 de outubro de 2012

Meu Irmão Evandro...




Nascemos no alto da serra de São Martinho, à nossa esquerda o lajeado Lava Pé, à nossa direita outro marco missioneiro, o lajeado Itaimbé, que se precipitam serra abaixo procurando o rio Ibicuí...

Numa procissão de flores brancas as cinzas do Evandro foram levadas para além... Além...
Muito além...
Para o além.

Ficou nosso silêncio, a nossa saudade e o murmúrio das águas...
Ficou nosso silêncio, a nossa saudade e o murmúrio das águas..
.

sábado, 15 de setembro de 2012

Principe Felipe


Principe Felipe, em seu cavalo luzeiro, carregando nosso orgulho, nossa dignidade e a bandeira!

domingo, 26 de agosto de 2012

Flores do Nascimento...




NATUREZA:
É a criação total da imagem de Deus.

FLORES:
Ele criou também espinhos, mas nos deu Flores para embelezar nossos campos, matas, jardins e até nossa morte, simbolizando a sensibilidade, o amor, a paz...

NASCIMENTO:
É o reviver constante através dos séculos. É a força da vida que se renova e aperfeiçoa.

FLORES DO NASCIMENTO:

Recebemos, no nome, um legado e um apelo de Amor, Paz, Progresso e Perseverança. Ainda que partículas de grãos de areia, tenhamos, com a ajuda de Deus, coragem, dignidade e determinação para bem cumprirmos nossa missão.

João Luiz do Nascimento.
Dez/1990

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Marechal Cândido Rondon





Sob influência do positivismo, Rondon fez seu credo:

"Eu Creio:
Que o homem e o mundo são governados por leis naturais.
Que a Ciência integrou o homem ao Universo, alargando a unidade constituída pela mulher, criando, assim, modesta e sublime: simpatia para com todos os seres de quem, como poverello, se sente irmão.
Que a Ciência, estabelecendo a inateidade (sentimento nato) do amor, como a do egoísmo, deu ao homem a posse de si mesmo. E os meios de se transformar e de se aperfeiçoar.
Que a Ciência, a Arte e a Indústria hão de transformar a Terra em Paraíso, para todos os homens, sem distinção de raças, crenças,: nações – banido os espectros da guerra, da miséria, da moléstia.
Que ao lado das forças egoístas – a serem reduzidas a meios de conservar o indivíduo e a espécie – existem no coração do homem: tesouros de amor que a vida em sociedade sublimará cada vez mais.
Nas leis da Sociologia, fundada por Augusto Comte, e por que a missão dos intelectuais é, sobretudo, o preparo das massas humanas: desfavorecidas, para que se elevem, para que se possam incorporar à Sociedade.
Que, sendo, incompatíveis às vezes os interesses da Ordem com os do Progresso, cumpre tudo ser resolvido à luz do Amor.
Que a ordem material deve ser mantida, sobretudo, por causa das mulheres, a melhor parte de todas as pátrias e das crianças, as pátrias do futuro.
Que no estado de ansiedade atual, a solução é deixando o pensamento livre como a respiração, promover a Liga Religiosa,: convergindo todos para o Amor, o Bem Comum, postas de lado as divergências que ficarão em cada um como questões de foro íntimo, sem perturbar a esplêndida unidade – que é a verdadeira felicidade. "
Morrer se preciso for, matar nunca!

Militar e sertanista mato-grossense (5/5/1865-19/1/1958). Cândido Mariano da Silva Rondon nasce em Mimoso e forma-se engenheiro militar e bacharel em ciências físicas, naturais e matemáticas no Rio de Janeiro em 1890.
Quatro anos depois entra para a comissão construtora de linhas telegráficas entre Goiás e Mato Grosso. Durante os trabalhos encontraíndios hostis ou escravos de fazendeiros e os coloca sob a proteção de sua tropa.
Começa a estender linhas telegráficas até o Acre, cruzando 1.650 km de sertões e 1.980 km de florestas inexploradas. Sob sua direção é criado o Serviço de Proteção ao Índio (SPI). Traça o roteiro e acompanha a expedição do ex-presidente dos EUA Theodore Roosevelt à Região Norte.
A seguir faz o levantamento das regiões de Mato Grosso, de Goiás e do Amazonas. Em 1939 é nomeado presidente do Conselho Nacional de Proteção ao Índio. No mesmo ano recebe do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o título de civilizador dos sertões. Três anos antes de sua morte, ocorrida no Rio, o Congresso Nacional aprova uma lei especial conferindo-lhe o posto de marechal.





quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Lili Marlene


LILI MARLENE

Dietrich Lili Marlen


Lili Marlene" ou como no original em alemão, “Lili Marleen", famosa canção alemã que se tornou o hino extra-oficial dos soldados de infantaria de ambos os lados na Segunda Guerra Mundial.

A letra foi originariamente escrita em 1915 na forma de um poema por um soldado alemão da Primeira Guerra chamado Hans Leip. Posteriormente publicado em uma coletânea de sua poesia em 1937, as metáforas e a emoção do poema chamaram a atenção de Norbert Schultze, que o transformou em musica em 1938.

Lili Marlene se tornou uma canção de guerra quando foi transmitida por uma rádio alemã em Belgrado e foi captada pelos soldados alemães do Afrika Korps. Rommel gostou tanto da música que solicitou a Radio Belgrado que a incorporasse em sua programação, no que foi atendido. A canção era tocada às 21:55h todas as noites imediatamente antes do fim das transmissões.

Os aliados escutaram a música e Lili Marlene se tornou a melodia favorita dos dois lados, a despeito do idioma. Os saudosos soldados eram levados às lágrimas pela voz da, até então, desconhecida cantora Lale Andersen, que se tornou uma estrela internacional. No entanto, a cantora mais famosa foi Marlene Dietrich, que começou a cantar a música em 1943.

A enorme popularidade da versão alemã induziu a criação de uma apressada versão em inglês escrita pelo compositor britânico Tommie Connor em 1944 e transmitida pela BBC para as tropas aliadas.



Versão Original (Em Alemão)

Vor der Kaserne vor dem grossen Tor

Stand eine Laterne, und steht sie noch davor,

Wollen wir uns da wiedersehen

Bei der Laterne wollen wir stehen,

Wie einst Lili Marleen, wie einst Lili Marleen.

Unsre beide Schatten sahn wie einer aus

Dass wir so lieb uns hatten, das sah man gleich daraus

Und alle Leute solln es sehn,

Wenn wir bei der Laterne stehn,

Wie einst Lili Marleen, wie einst Lili Marleen.

Schon rief der Posten: Sie blasen Zapfenstreich

Es kann drei Tage kosten! Kam'rad, ich komm ja gleich.

Da sagten wir auf Wiedersehn.

Wie gerne wöllt ich mit dir gehn,

Mit dir Lili Marleen, mit dir Lili Marleen.

Deine Schritte kennt sie,deinen schönen Gang,

Alle Abend brennt sie,doch mich vergaß sie lang.

Und sollte mir ein Leid geschehn

Wer wird bei der Laterne stehen?

Mit dir, Lili Marleen.

Aus dem stillen Raume, aus der Erde Grund

Hebt mich wie im Traume dein verliebter Mund.

Wenn sich die spaeten Nebel drehn,

Werd' ich bei der Laterne stehn

Wie einst Lili Marleen, wie einst Lili Marleen


Clic e escute...

http://youtu.be/KP8O8Lgjkiw


Pesquisa e imagem: Google

sexta-feira, 18 de março de 2011

Tristeza do Infinito




Tristeza do Infinito
Cruz e Souza

Anda em mim, soturnamente,
Uma tristeza ociosa
Sem objetivo, latente,
Vaga, indecisa, medrosa.
Como ave torva e sem rumo,
Ondula, vagueia, oscila
E sobe em nuvens de fumo
E na minh'alma se asila.
Uma tristeza que eu, mudo,
Fico nela meditando
E meditando, por tudo
E em toda a parte sonhando.
Tristeza de não sei donde,
De não sei quando nem como...
Flor mortal, que dentro esconde
Sementes de um mago pomo.
Dessas tristezas incertas,
Esparsas, indefinidas...
Como almas vagas, desertas
No rumo eterno das vidas.
Tristeza sem causa forte,
Diversa de outras tristezas,
Nem da vida nem da morte
Gerada nas correntezas...
Tristeza de outros espaços,
De outros céus, de outras esferas,
De outros límpidos abraços,
De outras castas primaveras.
Dessas tristezas que vagam
Com volúpias tão sombrias
Que as nossas almas alagam
De estranhas melancolias.
Dessas tristezas sem fundo,
Sem origens prolongadas,
Sem saudades deste mundo,
Sem noites, sem alvoradas.
Que principiam no sonho
E acabam na Realidade,
Através do mar tristonho
Desta absurda Imensidade.
Certa tristeza indizível,
Abstrata, como se fosse
A grande alma do Sensível
Magoada, mística, doce.
Ah! tristeza imponderável,
Abismo, mistério aflito,
Torturante, formidável...
Ah! tristeza do Infinito!

Cruz e Souza
(Poeta representante do Simbolismo Brasileiro)

Fonte: www.dominiopublico.gov.br


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ontem ao Luar



Ontem ao luar


Catulo da Paixão Cearense e Pedro de Alcântara



Nós dois em plena solidão

Tu me perguntaste

O que era dor de uma paixão

Nada respondi

Calmo assim fiquei

Mas fitando azul do azul do céu

A lua azul e te mostrei

Mostrando a ti dos olhos meus correr senti

Uma nívea lágrima e assim te respondi

Fiquei a sorrir por ter o prazer de ver a lágrima nos olhos a sofrer

A dor da paixão não tem explicação

Como definir o que só sei sentir

É mister sofrer para se saber

O que no peito o coração não quer dizer

Pergunto ao luar travesso e tão taful

De noite a chorar na onda toda azul

pergunto ao luar do mar a canção

Qual o mistério que há na dor de uma paixão

Se tu desejas saber o que é o amor

Sentir o seu calor

O amaríssimo travor do seu dulçor

Sobe o monte a beira mar ao luar

Ouve a onda sobre a areia lacrimar

Ouve o silêncio de um calado coração

A falar da solidão

A penar a derramar os prantos seus

Ouve o choro perenal a dor silente universal

E a dor maior que a dor de Deus

Se tu queres mais

Saber a fonte dos meus ais

Põe o ouvido aqui na rósea flor do coração

Ouve a inquietação da merencória pulsação

Busca saber qual a razão

Porque ele vive assim tão triste a suspirar

A palpitar em desesperação

Na teima de amar um insensível coração

Que a ninguém dirá no peito ingrato em que ele está

Mas que ao sepulcro fatalmente o levará

domingo, 6 de fevereiro de 2011

... De Catulo da Paixão Cearense para seus críticos...

SERENATA NO CÉU

AVasco Lima

Zoilos! Parvos Aretinos!
Criticóides pequeninos!
Passadistas refratários!
Futuristas - legionários
dos maiores desatinos!
Poetastros retardatários!
Reis e príncipes cretinos!...

Vêde, pobres cerebrinos,
minha glorificação!

Numa dessas noites belas,
toda branca, tôda nua,
noite de recordação,
eu ouvi Deus e seus anjos,
em serenata às estrêlas,
cantando dentro da Lua
o meu "Luar do Sertão".


Luar do Sertão

Composição: Catulo da Paixão Cearense / João Pernambuco


Ah que saudade

Do luar da minha terra

Lá na serra branquejando

Folhas secas pelo chão

Este luar cá da cidade tão escuro

Não tem aquela saudade

Do luar lá do sertão

Não há oh gente oh não

Luar como este do sertão

Não há oh gente oh não

Luar como este do sertão

A gente fria

Desta terra sem poesia

Não se importa com esta lua

Nem faz caso do luar

Enquanto a onça

Lá na verde da capoeira

Leva uma hora inteira

Vendo a lua derivar

Não há oh gente oh não

Luar como este do sertão

Ai quem me dera

Que eu morresse lá na serra

Abraçado à minha terra

E dormindo de uma vez

Ser enterrado numa grota pequenina

Onde à tarde a surubina

Chora a sua viuvez

Não há oh gente oh não

Luar como este do sertão

Não há oh gente oh não

Luar como este do sertão


imagem: Google



sábado, 2 de janeiro de 2010

Rastros...


Rastros


Mística visão, fantástica expressão da memória.

Surgem pelo fio do lombo do rio, os cavalos e os cachorros que

acompanharam minha vivência...

Monarcas escarceando levantam chispas d’água dos cascos.

Na lembrança de cada um, caminhos percorridos no trote

chasqueiro da pressa e no tranco bom de cômodo das boas lembranças.

Rios que vadeamos num vau a bolapé.

Recorridas na invernada de grama verde coberta de geada.

Vaca parida lambendo a cria no milagre da vida.

Quando a caravana, que me emociona pela nossa cumplicidade,

desaparece na curva do rio, ficam os rastros de muito trabalho,

de muitas vitórias, de algumas derrotas.

Histórias bem contadas, outras nem tanto.

Tudo com muito amor e dignidade.

No borbulhar das águas rastros marcantes de muito orgulho.

Se nas águas os rastros são efêmeros, são indeléveis na minha

memória!


sábado, 28 de novembro de 2009

Não Importa...


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Não Importa...

Não importa que eu esteja agora na barranca do meu rio...

Não importa que agora seja uma hora morta da noite escura...

Não importa que meu silêncio seja igual ao silêncio das águas
profundas e escuras...

 
Importa que eu faça do meu silêncio e do silêncio das águas profundas, uma oração para entender a morte...
 
 

Importa que eu ame e cante meus amores para entender o sentido da vida...
Importa que o Sol renascerá no fim da madrugada aquecendo a fé, a espiritualidade e clareando as águas do meu rio...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Absoluto silêncio...



Absoluto silêncio...


No absoluto silêncio da tua tapera, Negra Virginia, chora a dor de teres sido arrancada de tuas raízes, o sofrimento e humilhação provados no porão desumano do navio da vergonha.

Mas um dia explodiu a florada da primavera, com perfume silvestre das madressilvas.

O teu conhecimento empírico, tua raça brejeira, teu requebro sensual e teu sangue foram sementes no cadinho da nova raça.

Tua espiritualidade no “Queremos Deus” benzendo a dor dos insensatos e dos simples, teu galho de arruda mandando a “coisa ruim” para as profundezas do mar salgado.

Hoje, Preta Velha Virginia, trabalha nos abençoados

Congas dos Terreiros...

Bendito e louvado seja o absoluto silêncio da tua tapera.




sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Tropeiro Feliciano... Um aboio que ressoa...



Tropeiro Feliciano... Um Aboio que Ressoa...



Quando surges na boca da picada, tropeiro Feliciano, como ponteiro e na culatra dos cavalos de muda, o teu aboio chamando a tropa anuncia alegria saudosa da volta.

Os campos verdes, as sangas de águas limpas que descem falando, as invernadas com grama de forquilha, berro de touro e relinchos de tropilhas, cristalizados pela natureza, engordam o boi...

No teu rancho a prenda que te deu os filhos.

O meu canto, tropeiro Feliciano, é para te dizer que a tua querência ainda existe embora diferente e maltratada.

O capão de angico que tu plantaste é um monumento verde homenageando a vida

e o teu grito ainda ressoa no canto das siriemas...

Antes que eu esqueça, tropeiro Feliciano, se ainda estiveres por aí, passa lá no bolicho para tomar o trago de canha que te prometeram como recompensa pela força do teu grito de aboio...



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Reencontro...


Reencontro...


Vou sair da terra

num redemoinho de vento

para o infinito mundaréu de Deus...

Quero encontrar todos os cavalos que encilhei,

os cachorros campeiros que me acompanharam,

as novilhas tambeiras que amancei,

e todos os bois mansos que babaram na minha canga...

Quero encontrar todas as pessoas que me amaram

e todas as que amei...




Comunhão...

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Comunhão...
O relincho de um potro
no ermo da volta de uma restinga,
desperta em mim
uma comunhão de vida...
Meus cavalos alegram meu galpão,
na alegria ansiosa da ração no cocho.
Cavalguei nas madrugadas claras
e nas noites escuras de raio e trovão,
com a rédea firme na mão
venci caminhos na busca
do meu destino...



Flor do Campo... Prenda Minha


Flor do Campo... Prenda Minha


Cabocla bonita de Catulo,
Marina morena de Caymmi,
o verde dos olhos
da Rosinha de Luiz Gonzaga,
Maringá a retirante
que mais deu o que falar...
A Prenda Minha, só minha,
que encontrei entre as flores do campo
encheu de amor minha vida...